FURIA DA NATUREZA
TERREMOTOS
O terremoto é uma vibração que se movimenta pela crosta terrestre. Tecnicamente, um caminhão grande que faz um estrondo pela rua, causa um mini-terremoto se você sente a sua casa tremer quando ele passa, mas os terremotos são eventos que afetam uma área relativamente grande, como uma cidade inteira. Vários fatores podem causar terremotos:
- erupções vulcânicas
- impactos de meteoros
- explosões subterrâneas (um teste nuclear subterrâneo, por exemplo)
- estruturas que desmoronam (como uma mina)
Mas a maioria dos terremotos que ocorre naturalmente é causado pelos movimentos das placas terrestres, como veremos na próxima sessão.
Ouvimos falar sobre terremotos nos noticiários apenas de vez em quando, mas na verdade eles ocorrem todos os dias no nosso planeta. De acordo com a pesquisa da United States Geological (em inglês), mais de três milhões de terremotos ocorrem todos os anos, o que soma 8 mil por dia ou um a cada 11 segundos.
A vasta maioria destes 3 milhões de tremores é extremamente fraco. A lei das probabilidades também faz com que um bom número dos tremores mais fortes aconteça em lugares não habitados, onde ninguém os sente. São os grandes terremotos, que ocorrem em áreas muito populosas, que nos chamam a atenção.
Os terremotos causaram muitos danos às terras ao longo dos anos e tiraram muitas vidas. Nos últimos cem anos, houve mais de 1,5 milhões de fatalidades relacionadas aos terremotos. Geralmente, não é o tremor de terra em si que mata, é a destruição de estruturas feitas pelo homem e outros desastres naturais conseqüentes dos terremotos, tais como os tsunamis, as avalanches e os deslizamentos de terra.
O NASCIMENTO DE UM TSUNAMI
As causas mais comuns de tsunamis são os terremotos submarinos. Para compreender os terremotos submarinos, primeiro é necessário entender as placas tectônicas. A teoria das placas tectônicas sugere que a litosfera, ou camada superior da Terra, é feita de uma série de grandes placas. Estas placas constituem os continentes e o fundo do mar. Elas repousam sobre uma camada viscosa subjacente, chamada astenosfera.
As causas mais comuns de tsunamis são os terremotos submarinos. Para compreender os terremotos submarinos, primeiro é necessário entender as placas tectônicas. A teoria das placas tectônicas sugere que a litosfera, ou camada superior da Terra, é feita de uma série de grandes placas. Estas placas constituem os continentes e o fundo do mar. Elas repousam sobre uma camada viscosa subjacente, chamada astenosfera.
Pense em uma torta cortada em oito fatias. A crosta da torta seria a litosfera e o recheio quente seria a astenosfera. Na Terra, estas placas estão em movimento constante, movendo-se umas em relação às outras a uma velocidade de 2,5 a 5 cm por ano. O movimento ocorre mais intensamente ao longo das linhas de falha (onde a torta é cortada). Estes movimentos têm a capacidade de produzir terremotos e vulcanismo que, quando ocorrem no fundo do oceano, são duas causas possíveis de tsunamis.
Formação de um tsunami |
Quando duas placas entram em contato em uma região conhecida como limite de placa, uma mais pesada pode deslizar por baixo de outra mais leve. Isso é chamado de subducção. A subducção submarina freqüentemente deixa enormes rastros: profundas trincheiras oceânicas no fundo do mar.
Em alguns casos de subducção, parte do fundo do mar conectado à placa mais leve pode se romper repentinamente para cima, devido à pressão proveniente da placa que afunda. Isto resulta em um terremoto. O foco do terremoto é o ponto no interior da Terra no qual ocorre a ruptura. Depois da ruptura, as rochas se quebram e as primeiras ondas sísmicas são geradas. O epicentro é o ponto do fundo do mar diretamente acima do foco.
Quando este pedaço da placa se rompe e dispara toneladas de rochas para cima, com uma força tremenda, essa energia é transferida para a água, empurrando-a e elevando o nível do mar. Este é o nascimento de um tsunami. O terremoto que gerou o tsunami de 2004, no Oceano Índico, foi de 9 pontos na escala Richter, um dos maiores já registrados.
Eventos geradores de tsunamis As ocorrências naturais capazes de causar um tsunami são chamadas de eventos geradores de tsunamis. Além dos terremotos e do vulcanismo, há dois eventos geradores de tsunamis menos prováveis: deslizamentos submarinos e vulcões submarinos. Freqüentemente, estes eventos acompanham grandes terremotos, somando-se à potência total de um tsunami ou criando tsunamis adicionais. Eles funcionam de maneira análoga ao terremoto. |
Atingindo a água e a terra
Assim que a água é empurrada para cima, a gravidade atua sobre ela, forçando a energia para fora horizontalmente ao longo da superfície da água. É como o efeito de ondulação que você obtém quando atira uma pedra na água, mas ao contrário: a energia é gerada por uma força que se move para fora em vez de para dentro da água. Essa energia então se move para o fundo e para fora do ponto de abalo inicial.
É a força do abalo sísmico que gera a incrível velocidade do tsunami, que deve ser medida no ponto mais fundo no momento em que o tsunami passa. A velocidade é a raiz quadrada do produto da aceleração da gravidade e da quantidade da profundidade da água ou:
t = raiz quadrada de (g x p), onde:
t = velocidade do tsunami em metros por segundo;
g = aceleração da gravidade (10 m/s);
p = profundidade da água.
g = aceleração da gravidade (10 m/s);
p = profundidade da água.
A capacidade de manter a velocidade de um tsunami é influenciada diretamente pela profundidade da água. Um tsunami se move mais rápido em águas profundas e mais lentamente em águas mais rasas. Assim, ao contrário de uma onda normal, a energia motriz de um tsunami se move através da água e não em sua parte superior. Como resultado, à medida que um tsunami se move através de águas profundas a centenas de quilômetros por hora, ele é pouco perceptível acima da linha da água. O tsunami não costuma ter mais de 1 metro de altura até chegar próximo à praia.
Assim que ele chega próximo à praia, toma sua forma mais reconhecível e mortal.
Tipos de tsunami Há dois tipos de tsunami: · tsunamis distantes · tsunamis locais Essa diferenciação é feita com base no tempo que o tsunami leva para deixar o ponto do abalo original e atingir a terra. Um tsunami distante se afasta mais de 1000 km da área de origem antes de atingir a terra. Os tsunamis distantes têm maior probabilidade de ocorrer no Oceano Pacífico e são capazes de viajar através de todo o oceano em menos de um dia. Como os tsunamis distantes fazem tais jornadas com uma velocidade relativamente constante, os especialistas podem prever sua chegada com um bom grau de exatidão. Isto facilita o trabalho de alerta e evacuação de cidades. Um tsunami local se desloca rumo às terras costeiras próximas a menos de 100 km da origem. Os tsunamis locais são geralmente o resultado de deslizamentos submarinos e ocorrem tipicamente em um porto ou baía. Os tsunamis locais são particularmente perigosos, pois podem atingir a terra em poucos minutos. Esse tipo de "ataque traiçoeiro" torna difícil alertar o público sobre a sua aproximação. |
Ao aproximar-se da terra, o tsunami atinge águas mais rasas. A água rasa e a terra costeira atuam para comprimir a energia que se desloca através da água. Isto inicia a transformação do tsunami.
A topografia do fundo do mar e o formato da praia começam a afetar a aparência e o comportamento do tsunami. Além disso, à medida que a velocidade da onda diminui, a altura aumenta consideravelmente e a energia comprimida força a água para cima. Um típico tsunami irá desacelerar para velocidades de cerca de 50 km/h e a altura da onda poderá atingir cerca de 30 metros acima do nível do mar. À medida que a altura da onda aumenta durante este processo, seu comprimento diminui consideravelmente.
Uma pessoa na praia pode ver uma considerável elevação e diminuição do nível da água quando um tsunami é iminente. Às vezes a água costeira desaparece completamente à medida que é sugada para o interior do tsunami. Este evento incrível é seguido pela cava real do tsunami atingindo a praia. Com maior freqüência os tsunamis chegam à praia como uma série de fortes e rápidas inundações, e não como uma única e enorme onda. Pode ainda surgir uma pororoca, ou seja, uma grande onda vertical com a frente de espuma. As pororocas freqüentemente são seguidas por rápidas inundações, o que as torna particularmente destrutivas. Outras ondas podem ocorrer a qualquer momento entre cinco e 90 minutos depois do impacto inicial. O trem de ondas do tsunami, depois de se deslocar como uma série de ondas ao longo de uma grande distância, se lança na praia.
Geralmente os tsunamis resultam em um número de vítimas assustador, o que é especialmente verdadeiro quando eles chegam sem aviso. Os tsunamis podem arrasar as edificações e varrer as faixas costeiras, arrastando tudo em seu caminho de volta ao mar.
As áreas de maior risco de impacto de tsunamis estão no perímetro dos dois primeiros quilômetros da linha da praia, devido à inundação e ao entulho espalhado, e menos de 15 m acima do nível do mar, devido à altura das ondas que golpeiam o litoral.
Um tsunami é capaz de alcançar até mesmo áreas abrigadas, devido a características variáveis do terreno e da paisagem marinha submersa. Por exemplo, uma área de baía protegida com uma entrada estreita pode dar a um tsunami um "funil" para sua passagem, amplificando o poder destrutivo das ondas. Além disso, um canal de rio pode proporcionar espaço para que uma pororoca de tsunami avance por ele, permitindo alagar enormes extensões de terra.
Até um tsunami atingir um local, é difícil prever como ele irá interagir com as características da terra afetada. O efeito circular ocorre ao longo de faixas costeiras de ilhas, quando múltiplos impactos de ondas atingem áreas diferentes da terra circundada, resultando em diferentes graus de inundação. Seicha é um efeito colateral caótico e altamente destrutivo do tsunami criado quando ondas se refletem e retornam continuamente das orlas de um porto ou baía. A seicha pode causar a amplificação da altura das ondas circulantes e até aumentar a duração da atividade das ondas dentro da área.
FONTE

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